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ESCOLA MÉTODICA

ESCOLA METÓDICA História como disciplina acadêmica no século XIX. Conhecida como Escola Metódica, por estabelecer as bases do método de pesquisa na história, foi muitas vezes chamada de positivista. O projeto de História da Escola Metódica: Os seus princípios fundamentais estão expostos em dois textos-programas:    o manifesto, escrito por Grabriel Monod, para lançar a Revista Histórica em 1876;   e o manual de Langlois e Seignobos (1898).   O projeto de História da Escola Metódica: A escola metódica quer impor uma investigação científica afastando qualquer especulação filosófica e visando objetividade absoluta no domínio da história;   pensa atingir os seus fins aplicando técnicas rigorosas respeitante ao inventário de fontes, à crítica dos documentos, à organização das tarefas na profissão. Os historiadores da escola metódica participam na reforma do ensino superior e ocupam cátedras em novas universidades;   dirigem grandes coleções,...

Escola dos Annales

Escola dos Annales O movimento dos Annales pode ser adequadamente descrito como uma escola historiográfica, embora também exista uma polêmica sobre a adequação ou não do conceito de "escola" para definir este movimento de historiadores franceses que se inicia na primeira metade do século XX. De todo modo, os Annales não constituem um paradigma - como o Historicismo, o Positivismo ou o Materialismo Histórico - e sim um grupo de historiadores com orientações teóricas e metodológicas diversificadas, mas que desenvolveram um programa de ação emcomum, além de construírem uma identidade coletiva e estabelecerem com a célebre "Revista dos Annales" um veículo importante para a produção dos trabalhos dos historiadores ligados ao grupo. Neste texto de reflexão sobre a "Escola dos Annales", lançaremos mais perguntas do que procuraremos respondê-las, de modo a trazer inicialmente uma idéia do conjunto de polêmicas que se constrém, ainda hoje, em to...

Fonte Histórica

Fonte Histórica (1) O que é fonte histórica? “Fonte Histórica” é tudo aquilo que, produzido pelo homem ou trazendo vestígios de sua interferência, pode nos proporcionar um acesso à compreensão do passado humano. Neste sentido, são fontes históricas tanto os já tradicionais documentos textuais (crônicas, memórias, registros cartoriais, processos criminais, cartas legislativas, obras de literatura, correspondências públicas e privadas e tantos mais) como também quaisquer outros que possam nos fornecer um testemunho ou um discurso proveniente do passado humano, da realidade um dia vivida e que se apresenta como relevante para o Presente do historiador. Incluem-se como possibilidades documentais desde os vestígios arqueológicos e outras fontes de cultura material (a arquitetura de um prédio, uma igreja, as ruas de uma cidade, monumentos, cerâmicas, utensílios da vida cotidiana) até representações pictóricas e fontes da cultura oral (testemunhos colhidos ou provocados ...

Paradigmas em História

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Correntes ou Lentes: Paradigmas em História Publicado por catalisecritica em 05/09/2009   Por José Reinaldo do Nascimento Filho Podemos pensar a História como uma sucessão de paradigmas científicos a partir dos quais essa ciência é escrita. Um paradigma comporta um conjunto de facetas ou dimensões. É uma espécie de “modelo mental” que norteia um campo cientifico num determinado momento ou fase do seu desenvolvimento. O conceito de paradigma científico foi formulado pelo epistemólogo Thomas S. Khun (1922-1996). Ele destaca o paradigma como: teorias, leis, instrumentos e metodologias. São lentes através das quais o historiador lê o passado. Basicamente o paradigma diz ao historiador o que pesquisar e como pesquisar. Cada lente (diga-se paradigma) funciona em conformidade com a sua natureza. Uma pá não funciona como um alicate, nem um computador como microondas. Cada instrumento possibilita um uso em conformidade com o seu feitio. Do mesmo modo os pa...

Para que serve a história

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A que serve a História? Entre conjecturas e elucubrações Posted on   21 junho, 2013   by   História e Historiografia Quantas vezes nos deparamos com a seguinte questão: para que serve a História? A pergunta costuma acompanhar os historiadores desde o primeiro dia de graduação, mas é difícil acharmos alguém que se arrisque a responder a pergunta mais clichê dos historiadores, mesmo após anos de ofício. Certa vez buscando esta tão temerária resposta eu encontrei um texto da professora Margareth Rago, no qual vinha uma conhecida frase de Michel Foucault, dizendo que a História teria como serventia libertar o sujeito de seu presente, mostrando-o que tudo o que foi, não é mais, e nem o que é continuará sendo. Uma boa resposta eu diria, porém, particularmente eu penso que a resposta seria um pouco mais complexa e talvez bem mais romântica. No século XVI a História teria outro uso:  magistra vitae,  era a expressão que adjetivava a função de trazer exemplos d...

Identidade e Pós-modernidade

A IDENTIDADE CULTURAL NA PÓS-MODERNIDADE Stuart Hall Livro na íntegra (totalmente escaneado) (Do livro: A identidade cultural na pós-modernidade, DP&A Editora, 1ª edição em 1992, Rio de Janeiro, 11ª edição em 2006, 102 páginas, tradução: tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro) 1. A IDENTIDADE EM QUESTÃO A questão da identidade está sendo extensamente discutida na teoria social. Em essência, o argumento é o seguinte: as velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declino, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno, até aqui visto como um sujeito unificado. A assim chamada "crise de identidade" é vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social. O propósito deste livro é explorar algumas das questões sobre a...